Postado por vitoria em 13/nov/2024 - Sem Comentários
No sábado, dia 09 de novembro de 2024, realizamos uma reunião com os moradores do Tenente Jardim. Uma comunidade que luta há mais de 30 anos por regularização fundiária.
Fizemos uma roda de conversa, cadastro das famílias e contamos com a presença do Luiz Cláudio Vieira, diretor do ITERJ, que contextualizou o histórico da comunidade no que se refere às mobilizações já ocorridas.
Além disso, foi realizada uma intervenção artística, pensada e ministrada pelo artista @matheusdesouzabr com base em uma deriva feita com ele e com os moradores que relataram os pontos afetivos daquele território. Desse modo, o lambe foi pensando para unificar os fragmentos dessas histórias através da colagem. A arte foi importante para criar espaços de memória e união entre os moradores.
Esta foi mais uma atividade de extensão vinculada ao curso “Diálogos sobre a cidade popular” .







Postado por nephu em 26/nov/2018 -
Vila União Curicica está localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no bairro de Curicica, parte da Grande Jacarepaguá, uma das principais áreas de expansão imobiliária da cidade do Rio de Janeiro, e principal polo de instalação dos equipamentos destinados aos Jogos Olímpicos de 2016. Os primeiros moradores chegaram na área no início da década de 1980, hoje o assentamento está consolidado e todas as 880 edificações são de alvenaria. Além de moradias, elas abrigam comércios, serviços e pequenas indústrias como confecções de roupas, fontes de renda para as famílias residentes na área.
Em meados da década de 1990, os moradores são incluídos no programa ‘Meu Pé de Chão’, voltado para a regularização de terras. Em 2012 a comunidade foi incluída no Programa Morar Carioca cujo objetivo era urbanizar todas as favelas do Rio de Janeiro até 2020. No entanto em 2013, frente ao traçado do BRT Transolímpica, o projeto de urbanização iniciado foi paralisado. Inicialmente o traçado atingia todas as moradias, demandando assim, a remoção das famílias aí residentes. Para viabilizar tal remoção, são oferecidas duas alternativas: apartamento no conjunto habitacional Minha Casas Minha Vida da Colônia Juliano Moreira, em local relativamente próximo ou indenização. Parte das famílias aceitou uma das alternativas apresentadas, mas uma parcela não desejava sair da comunidade e se organizou como Movimento Independente Popular (MIP), a fim de buscar permanecer em seu local de moradia. Ao longo de 2014 e 2015 o projeto dos traçados do BRT foram alterados, impactando diretamente na vida do morador, que ora já procurava um lovo lar, ora iria permanecer no local.
Com vistas a garantir a permanência na área com urbanização, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos da Universidade Federal Fluminense (NEPHU-UFF) foi chamado pelo NUTH-Defensoria Pública para desenvolver, em conjunto com os moradores que permanecerão na área, uma proposta de urbanização, dando início ao Plano Popular de Vila União de Curicica.
Apresentação – Projeto Vila União de Curicica
Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A Vila Hípica, localizada no Parque Nacional da Tijuca, foi composta nas últimas 6 décadas por trabalhadores da Sociedade Hípica Brasileira e, posteriormente, por funcionários do Parque e suas famílias e descendentes. Após a reforma do sistema elétrico do Parque no ano de 2010, o fornecimento de luz foi cortado há três anos a alguns moradores, uma forma perversa e sorrateira de “remoção branca”. Desde então eles se vêem constrangidos a viver com geradores de gasolina algumas horas ao dia.
Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A comunidade de Vila Autódromo tem seu marco inicial entre as décadas de 60 e 70 a partir de moradias de pescadores que se instalaram às margens da Lagoa de Jacarepaguá, mesma época em que o crescimento da Cidade do Rio de Janeiro vai em direção à região da Barra da Tijuca. Com a construção do Autódromo Nelson Piquet a ocupação se expande, carente de infraestrutura, e com o passar dos anos ganha característica de bairro. A década de 90 chega com diversas ameaças de remoção por parte do governo municipal, alegando que a comunidade causava dano estético e ambiental, e com a Concessão de Uso Real por noventa e nove anos do Governo do Estado, um claro conflito de interesses. Com a implantação do parque olímpico no Autódromo, as ameaças foram acirradas. As alegações eram de dano estético e ambiental e, posteriormente, a passagem da via que liga a Transcarioca à Transolímpica. Em 2011, a comunidade buscou apoio técnico nas universidades, ETTERN/IPPUR/UFRJ e no NEPHU/UFF.
Assim, foi iniciada a construção de um Plano Popular da Vila Autódromo, com o objetivo de provar viabilidade técnica na permanência das 450 famílias. O PPVA levava em conta as diferentes tipologias em que as famílias se enquadraram, o redesenho urbano e o diálogo com a comunidade. Restaram apenas 20 famílias das constantes investidas e abusos físicos e morais feitos pela Prefeitura. Essas, foram atendidas com um projeto de 20 unidades habitacionais que não seguem a lógica de projeto do Plano Popular de Vila Autódromo – já que, o Plano foi negado pela Prefeitura – e são, além de tudo,habitações mal executadas. A luta continua para as famílias que resistiram.
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Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A comunidade Vila Ambrosina está localizada em Vila Isabel, na Rua Ambrosina, 72 e possui cerca de 16 famílias, tendo sido ocupada há pelo menos 25 anos. No terreno encontram-se três casas, entretanto, moradores não têm certeza se a casa da frente faz parte do terreno ou não, assistidos dizem que os moradores dessa casam afirmam ter tudo já regularizado, possuem entrada independente.
Na segunda casa, equivalente ao número 72 fundos, moram 16 famílias. Os moradores mais antigos habitam há 25 anos, os moradores mais recentes há 15 anos. Todos os moradores presentes na reunião jamais pagaram aluguel nem sequer conheceram o dono.
Após a morte do proprietário, nenhum herdeiro apareceu. Assistidos tiraram certidão de ônus reais do imóvel na qual consta o falecimento do Sr. Joaquim Vieira e a divisão do imóvel entre o seu espólio e a sua esposa, entretanto, ninguém jamais foi reivindicar o local.
São quartos de aproximadamente 12 metros quadrados, todos com cozinha e banheiro. Possui relógio individual de luz para cada cômodo (alguns dividem) e um relógio de água comum, todos os IPTUs estão pagos, exceto o de 2017, o guia de cobrança vem em nome de Joaquim Vieira. Moram aproximadamente 05 crianças no local.
Na terceira casa, mora 01 família há mais de 15 anos. Também tem interesse na regularização.
Postado por nephu em 26/nov/2018 -
Localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Rio das Pedras surgiu na década de 50, como morada de retirantes nordestinos que chegavam ao Rio e encontravam no crescimento da Barra da Tijuca oportunidades de emprego. A área pantanosa que também continha muitos areais foi sendo aterrada pelos próximos moradores. Aliás, sem ajuda de governos, a construção própria de quem viveu e vive lá é a marca mais importante da história do Rio das Pedras. Fora as eleições, o Poder Público nunca deu atenção para a comunidade.
Na década de 60, surgiram as primeiras ameaças de remoção. Mas a comunidade cresceu, com picos em 1966 e 1981. Em 91, cerca de seis mil pessoas ocuparam 15 prédios de um conjunto habitacional abandonado, repleto de rachaduras. O então governador Leonel Brizola se recusou a usar a força policial para expulsar os moradores. Dessa luta, foram negociados novos terrenos: o Areinha, o Areal II e o Pinheiro.
A comunidade é delimitada pelo Parque Nacional da Tijuca, a Lagoa da Tijuca e um terreno privado destinado à expansão da Barra da Tijuca, conta com mais de 55 mil moradores e ocupa uma área de 90 hectares. Rio das Pedras pode ser dividida em duas partes principais: uma área norte mais consolidada e uma área sul com infraestrutura mais recente e, por consequência, mais precária. Mas para os moradores as principais divisões dentro de Rio das Pedras são as sub-comunidades conhecidas como Areal 1, Areal 2, Areinha, Casinhas, Pinheiro e Pantanal. As ruas principais são a Rua Nova, Rua Velha e Engenheiro.
Nas últimas duas décadas, além do crescimento sempre constante da população, Rio das Pedras também viu crescer o poder das milícias. As disputas se intensificaram no começo dos anos 2000, com atentados e execuções. No entanto, a situação já está estável há quase uma década na região.
O atual prefeito Marcello Crivella tinha um projeto para Operação Urbana Consorciada no local, o que acarretaria na remoção de quase toda a comunidade. No entanto, os moradores se organizaram e agora o projeto está sendo revisto.
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Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A comunidade Rádio Sonda, localizada nas proximidades do aeroporto internacional Galeão, e dentro de uma vila militar, existe há mais de 6 décadas. A maioria dos moradores é constituída de ex servidores da aeronáutica e seus familiares. Nas cercanias, 15 famílias vivem há quase 100 anos na estrada Maracajás e outras 12 famílias residem na Estrada do Galeão. As três comunidades contam ao todo com 130 famílias que enfrentam ameaças de remoção pela aeronáutica, detentora dos terrenos que pertencem à União.
Rádio Sonda e Maracajás têm recebido notificações de remoção todos os anos desde 1998. Os processos se intensificaram em 2015, quando as primeiras remoções ocorreram. Desde então, apenas na Rádio Sonda, 7 famílias já foram expulsas e tiveram suas casas demolidas. Em 2017 o comando da aeronáutica notificou moradores de Maracajás informando que teriam 30 dias para saírem de suas casas e deixassem o terreno vazio.
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Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A comunidade está localizada na Estrada do Pontal do número 3015 ao 4051, no Recreio dos Bandeirantes, com mais de 200 famílias. O terreno começou a ser ocupado há mais de 100 anos, fazendo parte de uma fazenda do Roçado de Dentro, por trabalhadores da fazenda. Nos anos 70, foi doado pela Companhia Litorânea responsável pela construção do condomínio de luxo Maramar.
As famílias foram ameaçadas de remoção em junho de 2012, quando a prefeitura enviou um comunicado determinando que as casas fossem desocupadas em 30 dias. Os moradores reuniram documentos e procuraram a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente, onde descobriram que na verdade havia ocorrido um engano. A ordem era que apenas 4 casas em uma área pública fossem demolidas, em vez de 46.
Apesar de estar situada em área valorizada e provida de infraestrutura, a comunidade não tem transporte público, calçadas, saneamento básico e água e escolas de Ensino Médio.
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Postado por nephu em 26/nov/2018 -
A comunidade Metrô Mangueira, localizada na zona norte do Rio, próxima ao Estádio do Maracanã é datada de pelo menos 1977, desde a construção da Estação de Metrô do Maracanã. Os primeiros moradores eram nordestinos que vieram trabalhar nas obras da estação. A comunidade já foi ameaçada várias vezes de remoção no período da Copa e das Olimpíadas do Rio, tendo ocorrido demolições em diversos momentos. No entanto, a região acabava sendo reocupada novamente. Anteriormente, os moradores alegavam ser uma comunidade tranquila, sem tráfico ou milícia e após as demolições, esses problemas começaram a aparecer. Algumas famílias removidas foram alocadas no condomínio Mangueira I e outras seriam destinadas ao Mangueira II e outro condomínio em Triagem.
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Postado por nephu em 26/nov/2018 -
Laboriaux, é uma comunidade situada no pico da favela da Rocinha, na Zona Sul. Na parte baixa da Rocinha, antigo Campo Esperança, foi considerada área de risco. O governo decidiu então, construir a Vila Laboriaux numa área ainda não habitada na parte alta da Rocinha. Eles construíram 75 casas, para remover as pessoas que viviam na Vila Esperança. De acordo com um morador, as pessoas gostaram da ideia de que elas estavam sendo reassentadas dentro da mesma comunidade. A Vila Laboriaux começou a se expandir de forma orgânica, à medida que mais pessoas estavam se mudando para a Rocinha. A área é aberta para a densa floresta do Parque Nacional da Tijuca.
Em 2010 cerca de 500 famílias de um total de 800 estavam com o processo de regularização finalizado aguardando a emissão dos títulos de cessão de posse. Porém, em abril desse mesmo ano, chuvas torrenciais causaram desmoronamentos e vitimaram fatalmente moradores. Essa tragédia foi usada para interromper o processo de regularização fundiária em vigência e interditar o território, com ameaça de sua remoção total imediata, sob o discurso de “área de risco”. Cerca de 130 famílias foram removidas. Algumas família foram para o Bairro Carioca em Triagem, outras receberam aluguel social. Algumas não se adaptaram a outros locais de moradia e retornaram ao Laboriaux. Há casas que não foram demolidas e que hoje foram reocupadas, o que prova o caráter falho da alegação do risco. As obras de contenção do muro de encosta começaram mas não terminaram.
Hoje os moradores reivindicam a continuidade dessas obras, além da regularização fundiária das casas. Os moradores também querem reivindicar amparo às famílias que foram removidas sem auxílio e que hoje não conseguem se restabelecer.
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